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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Festival de fotografia na França tem Brasil como destaque

O 9º festival de fotografia "Povos e natureza" de La Gacilly, uma charmosa aldeia do sul da Bretanha francesa, celebra neste ano a beleza do Brasil em 19 exposições gratuitas espalhadas em suas ruas ou na natureza.
La Gacilly homenageará o Brasil até o dia 30 de setembro, já que o país "se converteu na sexta potência mundial e em 2012 recebe a cúpula das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, 20 anos depois da histórica conferência de 1992", explicou Cyril Drouhet, curador do festival.
O festival "Povos e natureza" retrocede ao século 19 e às primeiras fotografias brasileiras com Marc Ferrerz, cujos cliques nos apresentam a um Brasil que ainda estava preservado do intervencionismo humano. Suas fotos mostram o Rio de Janeiro como um balneário adormecido e imortalizam a grandiosa natureza brasileira.
Já o fotógrafo José Medeiros mostra o Brasil humano, o da mistura social, com muitos retratos e cenas da vida cotidiana desde os anos 1950 até a ditadura militar.
Para ilustrar a época atual são exibidas as fotos da agência brasileira Tyba, fundada em 1991, assim como as de Julio Bittencourt, que se interessou nos marginalizados pela urbanização.

Thomas Bregardis/France Presse
Mulher observa fotografia da agência brasileira Tyba exposta no festival "Povos e natureza"
Mulher observa fotografia da agência brasileira Tyba exposta no festival "Povos e natureza"

Um frontão de uma casa de La Gacilly, que de longe parece uma casa antiga, apresenta uma colagem da fachada do famoso edifício no número 911 da avenida Prestes Maia, um prédio de 22 andares em São Paulo que em 2006 se converteu em um dos maiores edifícios ocupados ilegalmente de toda a América Latina, com 750 famílias alojadas em condições precárias.
"A ideia consistia em mostrar a forma como nós ocupamos o espaço e as barreiras que criamos. Uma espécie de símbolo", explica Julio Bittencourt, que considera a fotografia "como uma espécie de megafone para dar a palavra aos que não têm voz".
Atualmente, o edifício na avenida Prestes Maia está fechado e teoricamente todos os seus habitantes receberam alojamento.
Em outra rua cujas fachadas foram alegradas com flores, são expostas cerca de 50 fotografias inéditas do famoso fotógrafo francês Robert Doisneau (1912-1994).

Thomas Bregardis/France Presse
Imagens feitas pelo fotógrafo francês Robert Doisneau são um dos destaques do festival de fotografia de La Gacilly
Imagens do fotógrafo francês Robert Doisneau são um dos destaques do festival de fotografia de La Gacilly

"Meu pai perdeu sua mãe aos oito anos. Desde o início descobriu que a vida era dura. É por isso que tirou da vida tudo o que encontrou de positivo (...). Ele não pensava que a dor fosse fotogênica. Passou toda a sua vida buscando a beleza fugitiva do instante", afirma Francine Doisneau, uma das filhas do fotógrafo.
Francine Doisneau e sua irmã Anne administram um fundo composto por 450 mil fotos de Robert Doisneau. Em 2012 é comemorado o centenário de seu nascimento.
"Meu pai sempre se considerou um modesto fotógrafo, um artesão que ia tirar fotos nas casas de grande artistas como Picasos, Braque ou Buster Keaton", acrescentou Francine Doisneau. "Nunca buscou o reconhecimento. Isso não o interessava."
fonte:folha.com

Museu de Viena faz acordo por obra de Schiele saqueada

Uma tela do pintor expressionista Egon Schiele confiscada pelos nazistas às vésperas da Segunda Guerra Mundial foi exposta ao público pela primeira vez em mais de uma década na quinta-feira, após um acordo entre um museu de Viena e os particulares que reivindicavam a obra.
O Museu Leopold disse no ano passado que aceitou pagar us$ 5 milhões à única neta de Jenny Steiner, que era dona da tela "Casas à Beira-Mar" quando a Alemanha nazista ocupou a Áustria, em 1938. As negociações com outros herdeiros só terminou agora, disse o museu em nota, sem citar detalhes financeiros.
"É o segundo acordo do Museu Leopold com herdeiros de obras confiscadas. O museu está financiando esses gastos com a venda de outra tela de Schiele, "Casas com Lavanderia Colorida, Subúrbio 2", leiloada por us$ 38,5 milhões em 2011.
O museu abriga a maior coleção mundial de obras de Schiele, um dos maiores artistas austríacos do século 20.
fonte:folha.com

Disney quer levar "Os Vingadores" a parques de diversão

A equipe de projetos da Walt Disney aumentou seus esforços para levar o grupo de super-heróis da Marvel "Os Vingadores" aos parques temáticos da empresa, após o esmagador sucesso do filme nos cinemas, segundo informou o chefe da unidade de parques da Disney.
Falando durante anúncio da Disney sobre as atrações finais de um investimento de US$ 1 bilhão para estimular o seu parque mais atrasado, o Disney California Adventure Park, Tom Staggs afirmou que pretende levar os personagens de "Os Vingadores" para o resort de Anaheim e a outros parques fora dos Estados Unidos.
"Nós estávamos trabalhando duro em atrações usando personagens da Marvel anteriormente, e este trabalho apenas se intensificou dado o grande sucesso (do filme)", disse Staggs, presidente da divisão dos parques e resorts da Disney, à Reuters, na quinta-feira.

Divulgação
Thor (Chris Hemsworth) e Capitão América (Chris Evans) em cena de "Os Vingadores"
Thor (Chris Hemsworth) e Capitão América (Chris Evans) em cena de "Os Vingadores"

"Os Vingadores" já faturou mais de US$ 1,3 bilhão em ingressos em todo o mundo. Executivos e criadores da Disney, chamados "imagineers", ainda estão pensando em como levar personagens como Hulk, Homem de Ferro e Capitão América para os parques. "O cenário tem de estar certo, a história tem que ser correta. Isto leva uma quantidade razoável de tempo ", disse Staggs.
A importância dos parques vai além de sua capacidade de fazer dinheiro diretamente. Atrações, espetáculos e personagens passeando dão força de propaganda para os filmes da Disney, programas de TV e mercadorias.
O parque Disney California Adventure sofre com baixa frequência desde a sua abertura em 2001 ao lado da Disneylândia, em Anaheim, que é maior. Apenas 6 milhões de pessoas visitaram em 2011, em comparação aos 16 milhões na Disneylândia, de acordo com o grupo comercial Themed Entertainment Association.
Ao reformar o California Adventure, a Disney adicionou um brinquedo de tiro ao alvo móvel baseado em "Toy Story", da Pixar, e uma atração inspirada em "Monstros S.A.", junto com elementos clássicos da Disney, incluindo um brinquedo da "Pequena Sereia".
fonte: folha.com

Estudo volta a colocar São Paulo e Rio entre as cidades mais caras do mundo

São Paulo é a 12ª cidade mais cara do mundo e o Rio de Janeiro é a 13ª, segundo o ranking anual da empresa de consultoria Mercer divulgado nesta segunda-feira (11), que aponta a japonesa Tóquio no topo da lista, deslocando a angolana Luanda para a segunda posição.
O estudo considera as duas maiores cidades brasileiras como as mais caras das Américas, seguidas de Caracas (29ª), que subiu 22 posições desde o ano passado, Nova York (33ª), que caiu uma colocação, e Brasília (45ª), que recuou 12.
Segundo o ranking divulgado nesta segunda-feira, que leva em conta os preços de habitação, transporte, alimentos, vestuário, artigos do lar e entretenimento, a japonesa Osaka é a terceira cidade mais cara do mundo, seguida da russa Moscou e das suíças Genebra e Zurique.
O estudo se baseia no custo da vida nessas cidades para um visitante americano. Por isso, a cotação das moedas locais em relação ao dólar influi na avaliação de cada uma delas.

Pedro Carrilho/Folhapress
Vista do morro Dois Irmãos, Pedra da Gávea e lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro; cidade é uma das mais caras do mundo
Vista do morro Dois Irmãos, Pedra da Gávea e lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio; cidade é uma das mais caras

fonte: folha.com

Índia se mobiliza para salvar o rio Ganges

A Índia se mobilizou para limpar o rio Ganges, em uma campanha de caráter nacional que tem o objetivo de proteger e garantir o futuro do rio sagrado na cultura hindu.
Depois do governo, de ONGs e de grupos da sociedade civil, o principal partido da oposição foi o último a se somar ao empenho diante da enorme quantidade de sujeira de toda origem, tanto química como orgânica, que corre pelo leito fluvial.
Em comunicado, o partido nacionalista Bharatiya Janata Party (BJP) atribuiu "à industrialização e ao urbanismo descontrolados" o elevado nível de contaminação tóxica no rio, que, assegurou, causa a morte de "várias pessoas" todos os anos.
Fora obter um leito fluvial livre de resíduos, o propósito do BJP é conseguir um "Ganges contínuo", ou seja, sem grandes represas que "obstruam seu leito", e substituir esses diques por outros de menor tamanho.
O ativista indiano Rajendra Singh, conhecido como "homem-água" no país, se mostrou pessimista quanto à iniciativa do BJP, "porque nos cinco anos em que esteve no Governo não fez nada pelo Ganges".
No entanto, Singh disse compartilhar a opinião de que as represas "matam o rio".

Marina Della Valle/Folhapress
Fiéis tomam banho matinal no rio Ganges, em Varanasi
Fiéis tomam banho matinal no rio Ganges, em Varanasi; Índia está se mobilizando para despoluir o rio

O interesse pelo Ganges, que nasce no Himalaia e desemboca no golfo de Bengala, está em que ao longo de seus 2.510 quilômetros vivem 400 milhões de pessoas - um terço da população indiana -, que dependem das águas do rio.
Além disso, se trata de mais do que um rio: os hindus o consideram sagrado e a ele acodem em peregrinação milhões de pessoas todos os anos, encorajadas pela crença de que suas águas não só lavam os pecados, como também libertam do ciclo das reencarnações.
Mas, como amostra de seu atual estado de conservação, vale lembrar que em uma das cidades mais sagradas do hinduísmo, Benarés, o Ganges contém 60 mil coliformes fecais por cada 100 mililitros, 120 vezes acima do limite considerado seguro para o banho.
Esse alto nível de poluição não dissuade, no entanto, os peregrinos de entrar em suas águas para se purificar, aparentemente mais preocupados com as represas que com a contaminação.
Prova disso são os pronunciamentos do sacerdote Shri Kant Mishr, que vive na cidade sagrada e que não centrou tanto suas críticas nos resíduos tóxicos como no plano de construir os diques.
"O Ganges é como uma deusa para nós e, se não correr livremente, será uma deusa morta", sentenciou Mishr em contato por telefone com a agência Efe desde Benarés.
O pedido vai de encontro ao plano do governo, revelado pela televisão local "IBN", de construir 300 represas ao longo do Ganges para "alimentar uma nação faminta de eletricidade".
Em 2009, o governo de Nova Délhi já criou a Autoridade Nacional da Bacia do Ganges (NGRBA, na sigla em inglês), com a qual pretendia eliminar totalmente os resíduos sem tratamento em um prazo de 11 anos.
O projeto contou há um ano com o aporte financeiro de US$ 1 bilhão por parte do Banco Mundial, mas seus resultados estão longe de ser os previstos.
O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, reconheceu em abril que o Ganges recebe todos os dias um volume de resíduos de 2,9 bilhões de litros, muito acima da capacidade das centrais purificadoras existentes em sua margem.
"O tempo não está a nosso favor", admitiu Singh, de acordo com a agência indiana "Ians", durante a terceira reunião da NGRBA.
fonte: folha.com

Turismo no Irã encontra fé, cultura e história

Noite agradável em Yazd, em pleno deserto iraniano.
Dez coisas que você precisa saber sobre o Irã
Yazd transmite ao visitante sensação de viagem no tempo
Metade das belezas do mundo estão em Isfahan, reza lenda
Província de Pars é berço de vinhedos milenares
Veja galeria de fotos do Irã
No jardim de um hotel do século 19, um grupo de turistas conversa na mesa de jantar. São aposentados americanos em sua primeira viagem à República islâmica. Isso mesmo, americanos.
Não fazem questão de falar baixo para esconder a origem, nem os iranianos ao redor parecem se importar com a presença de cidadãos cujo país o regime abomina.
"A maioria das pessoas tem sido extremamente amigáveis. O Irã oferece muitas atrações históricas e nos sentimos bastante seguros", disse um dos americanos, que aceitou falar com a Folha desde que não fosse identificado.
Ao conceder visto para cidadãos dos EUA, o governo iraniano mostra não querer contaminar o turismo com o veneno da política.
Com exceção de Israel, que o regime não reconhece, cidadãos do mundo todo continuam visitando o Irã, atraídos ora pela exuberância histórica e cultural da Pérsia antiga, ora pelo exotismo de um país de incontáveis belezas.
Segundo dados oficiais, 3,2 milhões de estrangeiros visitaram o Irã em 2011, um salto de 1 milhão em relação a 2009. Mas agentes de viagem iranianos garantem que as estatísticas não são confiáveis, e que o número real é inferior -e não para de cair.
Em vez de hordas de turistas nórdicos ou japoneses, você achará no Irã jovens mochileiros, casais aventureiros e alguns pequenos grupos de viajantes mais velhos. Perfeito para apreciar cada atração sem empurra-empurra.

Marina Mesquita/Folhapress
Domo da mesquita Jomeh, construida no seculo 15 em Yazd, uma das mais antigas do mundo
Domo da mesquita Jameh, construida no seculo 15 em Yazd, uma das mais antigas do mundo

Governo e setor privado concordam em que a maioria dos turistas estrangeiros hoje em dia são chineses, russos e turcos, além de iraquianos em peregrinação aos santuários xiitas.
O turismo religioso predomina. A cidade que lidera o ranking de estrangeiros é Meshed, no extremo oeste, onde está enterrado o santo xiita imã Reza.
O fluxo dos demais turistas se divide entre quatro pontos principais -Shiraz, terra do lendário poeta Hafez, que também abriga refinados jardins; Persépolis, tesouro arqueológico do império aquemênida; Yazd, epicentro da multimilenar fé zoroástrica; e Isfahan, joia da arquitetura e da engenharia islâmicas.
Circular de carro pelo vasto território iraniano permite contemplar paisagens excepcionais. As estradas são boas, mas os motoristas, para lá de imprudentes.
Também é possível usar a malha aérea, muito barata para os padrões brasileiros. As empresas aéreas locais aposentaram as velharias russas que faziam as rotas nacionais, mas a verdade é que os voos domésticos ainda estão abaixo do padrão internacional de segurança. Culpa das sanções, que impedem os iranianos de comprar aviões e peças de reposição.
Hotéis e serviços têm qualidade irregular. "A infraestrutura é correta, mas parece que parou no tempo 30 anos atrás", diz o americano.
Eventuais falhas de eficiência podem ser compensadas pela gentileza e atenção dos profissionais do turismo e dos iranianos em geral.
Todos os estrangeiros ouvidos pela reportagem concordam: a imagem externa do Irã é tão ruim que é quase impossível não se surpreender positivamente com os encantos do país.

Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress

fonte : folha.com

Gôndola leva turistas para interior de vulcão na Islândia

Dentro do vulcão
Uma agência de viagens da Islândia está levando turistas para dentro de um vulcão com a ajuda de gôndolas usadas para limpar janelas de prédios.
O vulcão é o Thrihnukagigur e sua última erupção ocorreu há mais de 4 mil anos. Segundo a agência, não há indicações de que ele volte a expelir lava em um futuro próximo.
O vulcão, formado por três crateras, fica a 20 quilômetros da região da capital islandesa, Reykjavik.

Gôndola leva turistas para vulcão na Islândia

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Vilhelm Gunnarsson/3H Travel
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Uma empresa de turismo da Islândia está levando turistas para dentro de um vulcão com a ajuda de gôndolas semelhantes às usadas para limpar janelas de prédios
Os visitantes descem em uma das crateras, divididos com grupos de cinco, por uma gôndola semelhante às usadas para a limpeza de janelas do lado de fora de edifícios.
Neste "elevador", os turistas descem 120 metros durante dez minutos, até chegar ao fundo da cratera. Por cerca de uma hora, os turistas podem caminhar pela grande câmara formada dentro do vulcão e observar a grande variação de cores no local.
A Islândia fica sobre a junção de duas placas tectônicas e registra grande atividade vulcânica e sísmica - sendo, por isso, estudada com interesse por sismólogos.
Em 2010, a erupção de um outro vulcão islandês, o Eyjafjallajokul, paralisou o tráfego aéreo na Europa.
fonte : folha.com